terça-feira, 20 de maio de 2014

Projeto Leitura Deleite

Realizado há alguns anos, visando estimular o hábito de leitura entre os alunos do Curso Normal do Instituto de Educação Professor Joel Monnerat, na cidade de Três Rios/RJ, este projeto surgiu para mostrar aos adolescentes que a leitura pode e deve ser prazerosa.

Embora saibamos da presença maciça da leitura em sala de aula, cabe perguntar: O que se lê? Para que se lê? Quando? Para quem? Com quem? Enfim, em que condições lê-se na escola?



Logo percebemos que os alunos lêem para o professor, preocupados com avaliações, atividades e exercícios. Ao criar o projeto da Leitura Deleite quis propiciar um momento de leitura associado com a satisfação, visto que no dicionário deleite quer dizer prazer íntimo; gosto; delícia.

No início da aula, ao entrar em classe, cumprimento os alunos e faço a leitura do dia. Pode ser uma crônica, um conto curto, uma letra de música, uma poesia, uma anedota, um trecho de alguma entrevista que repercutiu nos jornais da semana... É um texto não muito curto, no máximo uma lauda, mas deve ser provocativo, resultando em reflexão e vontade dos alunos darem sua opinião. Observem que este momento não vale pontuação no bimestre e não faz parte de nenhum exercício; é apenas a leitura para o deleite, ou seja, o prazer. Com o tempo, os alunos fazem suas contribuições, trazendo textos que tem a ver com a realidade da turma.

   É importante ressaltar que minha opção em fazer a Leitura Deleite no início da aula está associada ao fato de que sempre discordei dos professores que lêem nos últimos minutos de suas aulas, por considerarem que seu “dever” já está cumprido. E nesse caso, talvez julgando que essa poderia ser uma maneira mais descontraída de encerrar o dia, acabam demonstrando, com sua atitude, que a leitura de histórias em voz alta é pouco importante, pois tudo o que é considerado “sério” na escola – como as lições e os exercícios valendo ponto – foi concluído e a leitura é uma maneira de “enrolar” enquanto esperamos tocar o sinal.

Aspectos a serem debatidos quando se apresenta um texto aos alunos:

- O que o título nos permite prever sobre o conteúdo do texto?
- Qual é a fonte da leitura? Uma revista de “fofocas”, uma revista científica, um jornal popular, um livro, um artigo?
- Trata-se de um artigo, uma crônica, uma reportagem, um poema, uma carta ou o quê? O que sabemos do gênero em questão?
- Quem é o autor do texto? Quando ou onde escreve ou escreveu? O que se sabe sobre suas ideias? A quem se dirige?
- Quais são os objetivos do autor? Um texto pode ser escrito para informar, dar notícias, distrair, fazer rir, argumentar, convencer, discutir um problema, narrar um acontecimento, expressar idéias, vender um produto, apresentar propostas... O que sabemos sobre a intenção do autor ao escrever o texto que estamos examinando?
- Qual é o assunto do texto? Em certos casos, é preciso conhecer algo sobre o assunto do qual o texto trata para poder compreendê-lo.


E o principal: para formar leitores, é preciso que a prática de leitura seja frequente, todos os dias, com horário diário e muita empolgação! Leia e releia muito para e com os seus alunos. Não se esqueça de que os adolescentes de hoje são expostos a diversos materiais escritos na vida e nós também não devemos nos limitar a certo tipo de material. Diversifique bastante os textos a serem lidos, oferecendo a eles uma pluralidade de leituras!



domingo, 9 de março de 2014

3A e 3B - CMWF de 2014

Concepções de Literatura

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."
[Fernando Pessoa, 27/11/1930]



      A arte é um dos principais meios de expressão dos sentimentos, crenças e valores dos seres humanos. E a literatura, oral e escrita, é uma de suas principais manifestações. Portanto, a literatura é uma manifestação artística, assim como a pintura, a dança, a música, a escultura...
      No poema do poeta português Fernando Pessoa percebe-se a possibilidade que o artista tem de recriar a realidade, criando um mundo moldado de acordo com suas convicções, seus ideais e sua experiência de vida. 
      É importante ressaltar que, em certos casos, a literatura representa o reflexo de um momento histórico, servindo de material para uma reflexão sobre a nossa sociedade. 

Assim, temos literatura como:
- manifestação artística
- recriação da realidade
- reflexo de um momento histórico


OBS: Resumo sobre Gêneros Literários:
http://anagabrielavieira.blogspot.com.br/2009/09/generos-literarios.html


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Frase, Oração e Período

1)      Classifique os períodos colocando PS para período simples e PC para o período composto:
a) (    ) Dei bobeira e comprei a passagem direto para o Rio.
b) (    ) Antes os índios eram os donos da terra.
c) (    ) Chegou ao bar, dançou, cantou, bebeu e foi embora.
d) (    ) Eu sou o cara, mais dorminhoco do mundo.
e) (    ) Você está triste.
f) (    ) Eu quero que você me acorde quando o ônibus chegar
g) (    ) Atenção, vou contar uma piada.
h) (    ) Inventei aquela desculpa porque não achei outra melhor.
i) (    ) O estudo nos traz benefícios.
j) (    ) O amor constrói e o ódio destrói.

2) Indique nos parênteses o número de ações dos períodos abaixo:
a) (    ) O passageiro deu um pulo da cadeira e voou no pescoço do cobrador e aí começou a briga.
b) (    ) Segura daqui, pega dali, solta acolá, armou-se um circo espetacular.
c)(    ) O passageiro nem se mexe.
d)(    ) Fico muito nervoso quando me acordam.
e)(    ) Pelo jeito vai ser um belo dia.
f) (    ) Dia seguinte, seis e pouco da manhã, o ônibus para na rodoviária de Goiânia.
g) (    ) Quando sou acordado, fico uma fera.
h)(    ) O ônibus vai para Belo Horizonte.
i)(    ) O passageiro ficou muito nervoso com o trânsito.
j) (    ) O passageiro acorda sonolento, limpa os olhos, coça o peito e olha para o lado de fora.

3) Coloque C(certo) ou E (errado) para as afirmações colocadas nos parênteses abaixo:
1. (    ) Cuidado com nossas crianças. (período simples)
2.      (    ) Tudo voltou ao que era antes. (período composto)
3. (    ) Minha mãe usa óculos, a sua não usa. (período simples)
4. (    ) Chuva e sol, casamento de espanhol. (frase)
5. (    ) Deus fez você para a vida. (período simples)
6. (    ) Lá vai ele para o mundo. (período simples)
7. (    ) Todo casal briga um dia na vida. (período composto).
8. (    ) O menino muito educadamente se despediu. (período composto)
9. (    ) Deus fez a lua que ilumina nossa estrada. (período composto)
10. (    ) Os dois eram parceiros inseparáveis. (período simples)

4.  Coloque A para frases nominais e B para frases oracionais.
1.      (    )  Que piada engraçada!
2.      (    )  Silêncio!
3.      (    ) Não pise na grama.
4.      (    ) Todos começaram a rir.
5.      (    ) Atenção!
6.      (    ) Por favor, dê-me um cigarro.
7.      (    ) Boa noite!
8.      (    ) O dia amanheceu nublado.
9.      (    ) Com licença.
10.    (    ) Deixe-me passar!

5. Aponte a alternativa cuja frase não seja oracional.
a.  O mal com o bem se paga.
b. Devagar, travessia de pedestres.
c.  Paulo deu gargalhadas.
d. Olhe como o céu está azul!

6. Coloque PS para o período simples e PC para o período composto:
a.(    ) Inventei aquela desculpa na hora.
b.(    ) Você vai sair ou vai ficar em casa?
c. (    ) Não gosto de mentiras.
d.(    ) Domingo fui ao clube, corri, nadei e joguei tênis.
e. (    ) O cachorrinho é pequeno mas já sabe morder.
f.  (    ) José casou-se e teve três filhos.
g. (    ) Todos os feriados vamos à praia.
h. (    ) Prefiro o sítio à praia.
i.(    ) Os trabalhadores rurais trabalham muito; ganham pouco.
j. (    ) Eu já li este livro três vezes.

     7. Coloque C (certo) ou E (errado) à identificação do número de oração e do tipo de períodos abaixo:
1. (    ) Fui passear à tarde e à noite retornei. (2 = composto)
2. (    ) O rapaz seguiu a moça e pediu o número de seu telefone. ( 2= simples
3. (    ) O atleta se preparou para correr e venceu. (2 = composto)
4. (   ) Você vai resolver seus problemas; procure ajuda. (4 = composto)
5. (    ) Você vai acreditar na minha palavra ou na dele? (1= simples)
6.  (    ) O amor é maravilhoso. (1 = simples)
7.  (    ) Um cachorro está seguindo o homem que corre. (2 =composto)
8.  (    ) Os patrões tratam bem os funcionários. (1=simples)
9.  (    ) Iremos cultivar a terra, pois ela produzirá ótimos frutos que nos sustentarão. (4= composto)
10. (    ) Os anos passam e as pessoas evoluem. (2=composto)

8. Responda nos parênteses quantas orações possuem os períodos:
a. (   ) Cheguei, vi e venci.
b. (   ) Não gosto de mentiras.
c. (   ) Use o guardanapo ou ficará manchada a camisa.
d.  (   ) Não se preocupe; eu consigo chegar a tempo.
e.  (   ) Isaias tem se esforçado muito, portanto, conseguirá a promoção.
f.  (   ) Não gosto de jiló.
g. (   ) Recife é considerada a Veneza brasileira.
h. (   ) A costureira é caprichosa, logo fará um belo vestido.
i.   (   ) Não tenha medo!
j.   (   ) Olhe, achei um belíssimo camafeu.

9. Forme períodos compostos, unindo os pares de orações com as palavras e, ou, mas, logo, porque, porém, nem, de acordo com o sentido:

Exemplo: Ele não sabe nadar. Ele caiu na piscina.
  Ele não sabe nadar e caiu na piscina.

a) Deve ser feriado. A rua está deserta.
_______________________________________________________

b) Igor já é adulto. Ele age feito criança.
_______________________________________________________

c)      Ricardo está em casa? Ele foi ao clube?
______________________________________________________

d) Não assisti ao jogo. A televisão queimou.
_______________________________________________________

e) Misael não estuda. Ele não trabalha.
_______________________________________________________



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Variações linguísticas: O modo de falar do brasileiro

A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social.
E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade.
O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais.
Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma.
Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.

1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita;
2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo;
3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões.

Uma língua nunca é falada da mesma forma, sendo que ela estará sempre sujeita a variações. Dentre elas destacam-se:

Variações históricas:
Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulos.
Analisemos, pois, o fragmento exposto:
 “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade
Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado devido à diferença de épocas: o português falado hoje é diferente do português de 50 anos atrás.

Variações regionais:
São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem.  O Brasil é uma país com território bastante extenso e para diferentes lugares há diferentes falas.

Variações sociais ou culturais:
Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira.
As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de rap, tatuadores, entre outros.
Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros.

Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto:

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade


CHOPIS CENTIS
Eu “di” um beijo nela
E chamei pra passear.
A gente fomos no shopping
Pra “mode” a gente lanchar.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que “tava” gostoso,
mas eu prefiro aipim.
Quanta gente,
Quanta alegria,
A minha felicidade é um crediário nas
Casas Bahia.
Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.
Pra levar a namorada e dar uns
“rolezinho”,
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime.
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger
E também o Van Damme.
(Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 1995.)

Diante de tantas variantes linguísticas, é comum perguntar-se qual a forma mais correta. Porém não existe forma mais correta, existe sim a forma mais adequada de se expressar de acordo com a situação. Dessa forma, a pessoa que fala bem é aquela que consegue estabelecer a forma mais adequada de se expressar de acordo com a situação, conseguindo o máximo de eficiência da língua.

Usar o português rígido e sério (linguagem formal escrita) em uma comunicação informal, e descontraída é falar de forma inadequada. Soa como pretensioso, artificial. Da mesma forma, é inadequado utilizar gírias, termos chulos e desrespeitosos em uma situação formal.

Ao se falar de variantes é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. Existem muitas formas de comunicar que não perturbam a comunicação, mas afetam a imagem social do comunicador. Uma frase como “O povo exageram” tem o mesmo sentido que “O povo exagera”. Como sabemos o coletivo como conteúdo é sempre plural. Porém hoje a concordância é com a forma. Nesse particular, há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. Atualmente falar “O povo exageram” deprecia a imagem do falante.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Atividades de Ambiguidade

1. Explique a ambiguidade das frases abaixo:

a)A empregada lavou as roupas que encontrou no tanque.

b) Comi um churrasco num restaurante que era gostoso.

c) Estivemos na escola da cidade que foi destruída pelo incêndio.

d) João e Maria vão casar-se.

e) O juiz declarou ter julgado o réu errado.

f) O policial prendeu o ladrão em sua casa

g) Se você tivesse ido à festa com José, encontraria sua namorada

h) Vi o acidente do barco.

i) Você deve esperar seu irmão e levá-lo em seu carro até o hospital


2. Explique cada um dos sentidos dos textos abaixo:

Texto 1   
Um garoto pergunta para o outro:
- Você nasceu em Pelotas?
- Não, nasci inteiro.

Texto 2   
- Doutor, já quebrei o braço em vários lugares.
- Se eu fosse o senhor, não voltava mais para esses lugares.

Texto 3
O bêbado está no consultório e o médico diz:
- Eu não atendo bêbado.
- Então quando o senhor estiver bom eu volto - disse o bêbado.


3. (Unicamp 2010). Na propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica, e remete a uma representação do dicionário. Explique como o uso da expressão “bom pra burro” produz humor nessa propaganda.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Revisão para o Curso Normal - 18/09/13

Para a minha prova, vocês devem estudar no livro de vocês:
- Capítulo 1, Arcadismo, página 264. 
Quem quiser garantir uma boa nota no Saerjinho, também pode estudar os outros capítulos do livro que falam sobre o Arcadismo.
- Capítulo 3, Estrutura de palavras, página 276.
Para o Saerjinho, vocês também podem ler o Capítulo 6, sobre Formação de Palavras, página 293, mas lembrem-se: observando o Saerj do ano anterior, vocês perceberam como as questões traziam interpretação de texto sobre poemas do Arcadismo. Já sabem o que poderão focar novamente, né?!
Até semana que vem!



Arcadismo 


Quem tiver interesse em reforçar o conhecimento adquirido nas aulas, há uma série de exercícios sobre o Arcadismo em uma postagem antiga do blog. Vocês poderão acessar clicando neste link aqui: http://anagabrielavieira.blogspot.com.br/2009/09/convite-marilia-bocage-arcadismo.html

OBS.: Na postagem não há gabarito!



Estrutura de Palavras

As palavras são constituídas de morfemas.
São eles:

RadicalÉ o elemento comum de palavras cognatas, também chamadas de palavras da mesma família. É responsável pelo significado básico da palavra.
Ex.: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre...
Atenção:
Às vezes, ele sofre pequenas alterações. Ex.: dormir- durmo; querer- quis 
Afixos 
São partículas que se anexam ao radical para formar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:
Prefixos: colocados antes do radical. 
Ex.: desleal, ilegal
Sufixos: colocados depois do radical.
Ex.: folhagem, legalmente 


Vogais ou consoantes de ligação
Entram na formação das palavras para facilitar a pronúncia. Existem em algumas palavras por necessidade fonética. 
OBS:Não são significativos, portanto, não sendo considerados morfemas.
Ex.: café-cafeteira, capim-capinzal, gás-gasômetro

Vogal Temática
Vogal Temática (VT) se junta ao radical para receber outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe vogal temática em verbos e nomes. 
Ex.: beber, rosa, sala.
Nos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem (1ª, 2ª ou 3ª). 
Ex.: partir- verbo de 3ª conjugação
Há formas verbais e nomes sem VT. Ex.: rapaz, mato (verbo) 
Dicas:
A VT não marca nenhuma flexão, portanto é diferente de desinência.

TemaTema = radical + vogal temática
Ex.: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + a 

Desinências
São morfemas colocados no final das palavras para indicar flexões verbais ou nominais.
Podem ser: 
Nominais: indicam gênero e número de nomes (substantivos, adjetivos, pronomes, numerais).
Ex.: casa – casas; gato - gata 
Verbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dos verbos. Existem dois tipos de desinências verbais: desinências modo-temporal (DMT) e desinências número-pessoal (DNP). 
Ex.: Nós corremos, se eles corressem (DNP); se nós corrêssemos, tu correras (DMT) 
Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos verbos (infinitivo, gerúndio e particípio). Ex. beber, correndo, partido 
OBS: A divisão verbal em morfemas será melhor explicada em: classes de palavras/ verbos.
Algumas formas verbais não têm desinências como: trouxe, bebe...


Quem quiser estudar um pouco mais, há alguns exercícios com gabarito neste link aqui: http://gramaticaelinguagem.blogspot.com.br/2010/11/40-exercicios-sobre-formacao-de.html




domingo, 4 de agosto de 2013

Graus do Substantivo - 601


.
É a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam os seres. Exemplos; mesa, Roberto, menino, quadro.

Classificação dos Substantivos:
- Comuns: Aplica-se a todos os seres de uma espécie. Exemplos: mesa, árvore, livro.
- Próprios: Aplica-se a um único ser de toda uma espécie. Exemplos: Brasil, Maria, Marcos.
- Concretos: Nomeiam seres de existência real ou que a imaginação dá como tal. Exemplos: caneta, fada, porta.
- Abstratos: Nomeiam estados, qualidades, ações, sentimentos. Exemplos: viagem, visita, ódio, gratidão, amor.
- Primitivos: Não tem origem em outra palavra portuguesa: Exemplos: mar, cinza, terra.
- Derivados: Possuí origem em outra palavra portuguesa. Exemplos: marujo, cinzeiro, terreno.
- Simples: São formados de um só radical. Exemplos: tempo, sol, terreiro.
- Compostos: São formados de mais de um radical. Exemplos: girassol, fidalgo.
- Coletivos: Nomeiam agrupamentos de seres da mesma espécie. Exemplos: álbum  (conjunto de fotografia, selos), flora ( conjunto de plantas de uma região), cáfila (conjunto de camelos).


Flexões do Substantivo:
Gênero
masculino
feminino
Número
singular
plural
Grau
aumentativo
diminutivo

Substantivo - Grau (aumentativo e diminutivo)

Grau: aumentativo e diminutivo  

Grau
Formação
Exemplos
Aumentativo sintéticoacrescentam-se os sufixos: -aço, -aça, -ão, -ona, -alhão, -arrão, -alha,  -eiro, -eira, -orra, -arra, -aréu, -eirão, -ázio, -azricaço, bigodaça, casarão, mulherona, dramalhão, montanha, muralha, maluqueira, mexeriqueiro
Aumentativo analítico
associa-se um adjetivo
casa enorme
estátua grande
Diminutivo sintético
Acrescentam-se os sufixos: -inho, -zinho, -ito, -zito, -acho, -culo, -ejo, -elho, -ela, -ete, -eto, -icho, -ico, -ilho, -im, -ola, -ota, -ote, -ucho, -únculo, -ulo
sapatinho, aldeola, bandeirola
cãozito, viela, corpete, namorico
papelucho
Diminutivo analítico
associa-se um adjetivo
casa minúscula
pequeno jardim

EXERCÍCIOS:


1. Observe os exemplos e continue o exercício:            
caderno           caderninho
           
 anel                 anelzinho
           

 a)  colcha   
 b)  pacote  
 c)   faca         
 d)  pescoço         
 e)   régua       
  f)   lago           
  g)  lâmpada       
  h)            
  i)  irmão       
  j)  avô         
  k) espiral          
  l) álbum


2. Leia as frases. Sublinhe os substantivos e, depois, separe-os de acordo com o grau:



a)    O jardim daquele casarão é bonito.
b)   Aquele homenzarrão é valente.
c)    O menininho viajou naquela barcaça.
d)   Naquela praça há uma estatueta.





NORMAL                      DIMINUTIVO                    AUMENTATIVO



3. Dê o aumentativo e o diminutivo de:


a)    rapaz
b)   bêbado
c)    casa
d)   ladrão
e)   mão
f)     fogo